sexta-feira, 5 de junho de 2015

Ética nos esportes de tabuleiros e na árbitragem

Seria muito lindo e maravilhoso se não existisse corrupção nos esportes de tabuleiros, xadrez e damas, só que infelismente estamos no Brasil meus amigos, o berço da corrupção, como vimos nos noticiários os problemas que a fifa vem enfrentando ultimamente, com prisões de seus dirigentes, o órgão máximo que dirige o esporte num tremendo lamaçal de ilegalidades. Alguém tem uma noção de como é realizado as eleições na fide, as confederações recebem muitas vantagens para eleger e apoiar o futuro presidente, acordos são feitos por debaixo dos panos, na cbx e fesx é a mesma coisa, não tem jeito de mudar esse sistema. Então o que nós podemos fazer é andar dentro da lei, principalmente jogando xadrez e damas nas competições, devemos nos portar de forma ética, lembrando que o esporte é lugar de cavaleiros, sempre gostei de vencer meus adversários dentro do tabuleiro, nunca passando a perna e enganando, nós sabemos de jogadores que os bispos mudam de casas e cavalos que da super saltos, contra essas pessoas só temos que ficar de olho aberto. E os árbitros também tem que ter essa mesma postura, ser respeitados por seu profissionalismo e não por ficar manipulando emparceiramento para beneficiar alguém, fui árbitro da fesx muitos anos, o quadro de arbitragem era liderado por André Machado, depois veio: Arlindo Ferreira, Pablyto Robert, Fabio Bianch, Udsom Bonfim e o Alberty Roger, Walter Knoblauch e sua esposa Edna, fora os nomes que no momento eu não lembro, como era o inicio das competições na federação, as regras eram cumpridas de verdade, não tinha esse negocio de manipular o emparceiramento(Sp98), o quadro de arbitragem era o melhor que tinha, todos conheciam as regras e a leis da fide, anos depois essa geração deu lugar para o pessoal do interior, especialmente Santa Maria de Jetibá, foi nessa fase que os problemas começaram, talvez mais por erros das regras dos torneios, não quero aqui fazer um julgamento ou dizer que os árbitros da atualidade não são tão bons como de antigamente, o que não pode é um torneio com 85 pessoas com 7 rodadas, jogadores finalizando o torneio em segundo ou terceiro lugar sem ter enfrentado o pelotão de frente, 13 jogadores com a mesma pontuação(5 pontos) como ocorreu no III cerap, assim como o atleta tem que estudar bastante para poder jogar um xadrez de auto nível, o árbitro também tem que ser fera naquilo que faz, o que não pode é ter atletas insatisfeitos com os resultados dos torneios e a federação não fazendo nada, ou podemos crer que tudo isso faz parte de um jogo politico para manter o apoio, quanto ao jogador, tem que reclamar e brigar por seus direitos, quando pagamos uma inscrição num torneio, temos diretos e deveres, cabe a nós reclamar.

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